terça-feira, 14 de janeiro de 2014

1027 - Empadão de bacalhau


Este é um exemplo mais de culinária para enfrentar a crise, mas também de culinária racional ( a modéstia impede-me de lhe chamar, como deveria, "inteligente") e, também, felizmente, um exemplo de culinária saudável.
Este princípio incentiva a que, uma vez por semana, se aposte nos vegetais, renunciando à proteína animal.
Até prova em contrário - eu sei! - o bacalhau é animal.
Porém atendendo à ínfima quantidade que é utilizada, podemos considerar este prato um feliz exemplo  de vantagens, para o bolso e para a saúde.
A primeira tentação que ontem me invadiu, quando, após o almoço, me confrontei com as sobras de meia posta de bacalhau cozida, foi, após desembaraçada de peles e espinhas e reduzida a lascas, partir para a elaboração saborosa, ainda que hiper calórica, de umas crocantes pataniscas de bacalhau!
Ideia sedutora, como são todas as ideias pecaminosas!

O meu anjo bom, porém, interferiu!
E, aberta a caixa com esta amostra de bacalhau, ciciou no meu ouvido:
_ Empadão de bacalhau!
Obrigada, Anjinho!

Cebola, alho, pimento vermelho, cenoura, ervilhas e gengibre.
E o restinho de bacalhau, é claro!
Tudo estufadinho com pouco azeite, em calor brando.
Quando o líquido desaparece, rega-se com meio copo de vinho branco. Tapa-se e coze lentamente por 15 minutos.


Polvilha-se com uma colher de sobremesa de Maizena. Mexe-se. Rega-se com meio copo de leite. Tempera-se com sal, pimenta, noz moscada e sumo de limão.
Reserva-se.
Prepara-se 1 porção de puré de batata instantâneo.

Monta-se:
- 1 caminha de puré;
-Os legumes estufados com o bacalhau
- 1 cobertura de puré

Artisticamente decorado com os dentes de um garfo ...

... e polvilhado com queijo ralado Emental, sem somitiquices!

Forno com ele, só para derreter o queijo e gratinar a superfície.

Dá 4 porções!
Assim, sem despesas astronómicas, sem complicações.
Fazendo à crise cara feia, sem medo!

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

1026 - Flan de maçã com vinho do Porto

Meninas, meninos, quando por distração deixarem as vossas maçãs chegarem a este aspeto deplorável, tratem de agir ( agir, não disse para as lançarem ao lixo!)
Partem-se em quartos e se estiverem boas, descascam-se.


e reservam-se num recipiente que possa ir ao microondas e à mesa, que sou avessa a sujar louça desnecessariamente.

Sobre as maçã, 1 cálice de vinho do Porto.
Tapa-se e coze 15 minutos.

Reduz-se então a puré, que se polvilha abundantemente com canela, e reserva-se.

À parte, bate-se em castelo firme 3 claras (estas estavam congeladas).
Quando o castelo estiver poderoso, juntam-se 6 colheres de sopa de açúcar, continuando a bater.

Espalha-se o merengue sobre o puré de maçã ...

... passando pelo forno, só para tostar ligeiramente, o que é muito rápido.

Serve-se à sobremesa.
Ninguém precisa de saber que as maçãs estavam nas últimas!
Ninguém!
(Só nós que não desperdiçamos comida)

Beijo
Nina

domingo, 12 de janeiro de 2014

1025 - Croché Circular - Dicas Preciosas





Da Conceição Esteves, minha grande amiga, São,recebi ontem, depois de mostrar a minha latinha vestida de branco, a sugestão de otimizar o croché circular, consultando um post da Sónia Maria (sim, aquela que sabe TUDO sobre croché!), onde, de uma forma clara e acessível nos é explicado o segredo da perfeição.
É só aceder a este endereço:

http://falandodecrochet.blogspot.pt/2013/09/como-tecer-o-croche-circular-com.html

Vejam que maravilha!

Beijo
Nina

sábado, 11 de janeiro de 2014

1024 - Confit de Canard, croché, cache pot, etc!

Gosto muito de pato e, modéstia à parte,o meu arroz de pato é mesmo muito bom.
Com o peito, preparo um Magret excelente, incrementado com os mais diversos frutos.
Já o Confit, preparado com as pernocas do bicho, não constitui um sucesso por aí além.
De modo que, sempre que o encontro em conserva, não hesito e trago-o para casa. 


Este, excelente, veio de um supermercado em Andorra ...


... e já me arrependi muito de apenas ter comprado uma embalagem.

Aberto, encontram-se "les cuisses! mergulhadas na própria gordura do bicharoco, depois de devidamente estufadas.

Sirvo-as assim, sem grandes arrebiques, com arroz e feijão verde ...
... constituindo um jantar muito agradável.

Depois, trato da lata, uma embalagem com proporções invulgares, que,nunca, jamais, em caso algum desperdiçaria.
Assim, depois de escrupulosamente lavada e seca, revisto-a com uma capa em croché, em ponto baixo, seguindo estas etapas:
Faço o laço mágico e começo a revesti-lo com ponto baixo ...

... puxando a pontinha para que fique bem fechadinho ...

e, sempre em ponto baixo, tricoto a base da lata.

Neste caso, crochetei,
na 1ª carreira, 10 pontos,
na 2ª, 16,
na 3ª 25,
na 4º, 34.
na 5º, 41

... na 6ª, 47,
na 7ª, 55,
na 8ª, 63
na 9ª, 73
na 10ª, 78
e na 11ª, 85 ...

... estando concluída a base.
Para começar a parede lateral, peguei apenas no exterior da argola do ponto, saltando 1 ponto cada 20 malhas.

E o revestimento começa a tomar forma.
Estes aumentos e estes mates têm a ver com a dimensão do objeto a revestir.
Daí que seja necessário ir experimentando à medida que se tece para assim testar o tamanho.

Foi exatamente o que foi fazendo ...

... até toda a lata estar "vestida".
Conclui com uma volta em ponto de caranguejo que, mais não é, do que o ponto baixo tecido da esquerda para a direita.
Este dará o aspeto de um picô e tem a vantagem de "apertar" o croché, mantendo-o no lugar.
Ainda assim, será fácil retirar a capa, no caso de ser necessário lavá-la.

Passei, então, à fase de experiências!
Com esta planta de folhas exuberantes, a latinha desaparece ...

... não me convence, ainda que acompanhada pelo passarinho ...

... numa prateleira de vidro de uma casa de banho!
Tentei com esta violeta de Parma que começa a floração ...

... e definitivamente, prefiro esta ...

... que deixa brilhar a minha latinha, que, assim vestida, ninguém adivinha que aconchegou "cuisses de canard"
 Demorou  um serão a ser concluída e, para mim, fui um serão muito bem empregue!

Beijo
Nina


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

1023 - Ao passar por Paris ...

No regresso a casa, deixei-me ficar por uma noite por lá, pela cidades das luzes, já que Paris nunca cansa.
Não entrei em museus, não visitei lojas.
 Não!
Limitei-me a deambular soltando "ohs!" de espanto.

Não é nada de especial, nenhuma obra prima.
É apenas uma confeitaria, onde as delícias parecem jóias.

Seguindo, ao acaso, cheguei à grande praça que circunda o Museu Pompidou.
De verão, os jovens, de mochila às costas, literalmente acampam por aqui.

Em Dezembro frio e chuvoso, não!
Apenas as pombas ...

... em revoadas loucas, desaustinadas, procurando apanhar as migalhas do velho sem abrigo.

Ao fundo, imponente e impávido, o museu de arte moderna.

E o velho clochard continua cumprindo a sua tarefa diária.

Ao lado, souvenirs de Paris!
Extraordinária cidade, majestosa, cosmoplita e - quem diria? - indigente!
Prova que não há sociedades perfeitas.

Beijo
Nina

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

1022 - Risoto de bacalhau


Não há nada a fazer!
Sou absolutamente incompatível com desperdícios! Na comida, então, nem se fala!
Parcelo, etiqueto, congelo, descongelo, recrio ... eu sei lá!
Só sei que raramente, muito raramente, me flagro lançando comida ao lixo.

Depois do Natal e das festas do Ano Novo, o desafio agiganta-se!
Sobra sempre, inevitavelmente, tanta comida ...
Andar a comer restos de peru assado e sobras de bacalhau não só não é solução, como se transforma em problema,  podendo ser um tormento com os comensais protestando.
Por isso é que congelo, dando-lhes cara nova


Assim nasceu este chique risoto de bacalhau!
Como?

Reduzi a lascas uma posta. Reservei! (Melhor seria se a tivesse cozido no momento para assim poder aproveitar a água ...)

Piquei uma cebola e alourei-a num pouco de azeite.
Juntei-lhe 2 tomates maduros em cubos, mexendo e deixando que amolecessem.
Juntei o arroz ( 1 copo) , mexendo sempre, até desaparecer o líquido.
Acrescentei, aos poucos, um copo de vinho branco, sem nunca deixar de mexer.
Quando desapareceu o vinho, aos poucos, sem parar a mexidela, entraram 2 copos de caldo de peixe.
Acrescentei o bacalhau em lascas.
E continuei mexendo!
Temperei com sal e pimenta e uma mão cheia de queijo ralado.
Com coentros picados ficaria ainda melhor, mas, não havendo ...

Servi na hora!
Foi todo devorado!

Beijo
Nina

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

1021 - Camisola / Blusa preta!


Na saga de terminar o que está começado, ontem, virei-me para esta camisola / blusa preta que, para ficar pronta, necessitava  apenas que as costuras fossem cosidas e o remate à volta do pescoço, tricotado.
Parece coisa pouca, mas não é!
Levou-me grande parte da tarde, mas valeu a pena.

Parece cinza por efeito do flash, mas não é!
 É preto retinto e peça básica sempre útil, diria mesmo, imprescindível.

Modelo mais simples, ainda não foi inventado.
 Todo em meia pelo direito e liga / tricô pelo avesso.

O fio é de espessura média, tendendo para o fino e utilizei agulhas nº4

Optei pela manga raglan, cuja explicação pode ser encontrada AQUI!


Certo é que o fio preto foi comprado com a intensão de tricotar uma peça rendada, cheia de abertos e fechados, como a seu tempo referi.
Acontece que esta cor é implacável!
Utilizada à noite, é a maior das cegueiras, impossível verificar pontos, ainda que com auxílio de uma corte fonte luminosa.
Em poucas palavras, não se vê nada!

Por isso, depois dum faz / desfaz consecutivo, tomei a sábia decisão de eliminar os rendados e tricotar sem pretensão nem atenção.

Em boa hora o decidi,
Resultou muito bem, muito confortável, muito elegante.

Já a vesti esta manhã, como quem veste uma luva, ou uma segunda pele.
O fio é uma mistura de lã e fibra e foi comprado nos Tricots Brancal.
Existe uma imensidade de cores à escolha e, depois desta tão bem sucedida experiência, fiquei com vontade de a repetir usando cores primaveris, sendo que - muito importante - este é o tipo de trabalho ideal para quem, como eu, apenas tricota ao serão, diante da televisão.
Já agora - acabou de me ocorrer - vou pedir à marca retorno pela publicidade ...

Beijo
Nina