segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Miramar

Miramar é uma localidade situada no litoral de Vª Nª de Gaia, que há muito não visitava, embora fique pertíssimo do Porto - basta atravessar a Ponte da Arrábida, seguir pela A1 e rapidamente se encontra a A29 que conduz a Miramar. Rapidamente.

Menos rapidamente, mas com um percurso incomparavelmente mais bonito é seguir sempre pelo litoral, junto ao mar.
Para isso basta, saindo da Ponte da Arrábida sair em direção a Canidelo, Praias e pronto, dá-se de caras com aquele mar imenso, quase sempre bravio, sempre perigoso, mas também sempre de uma beleza espetacular.


A nortada cortante presente. Porque, nas praias do norte ou está nevoeiro ou há nortada. Raramente, muito raramente temos dias amenos. Às vezes basta andar umas centenas de metros para o interior para desaparecer o vento ou/e o nevoeiro.
Habituei-me a esta praia. Cresci nesta praia.
Quando comecei a rumar ao Algarve encantei-me com o calor sem vento, mas sinto frequentemente saudades do cheiro, um cheiro fresco e forte a mar ... dizem que são praias com iodo. Não sei. Habituei-me a ouvir sem questionar.


Já em Miramar, uns passos no passadiço.
Na areia, enfrentando o vento gelado, alguns corajosos.

Cruzando o areal, dirigiam-se para a Capela do Senhor da Pedra ...



... um local mágico onde se mistura o divino com o profano.
Durante o dia pratica-se culto católico.
Na escuridão da noite, bruxarias, sortilégios, macumba - dizem que pela manhã se encontram vestígios de  negras atividades.

É uma capelinha construída de costas para o mar e AQUI a informação mais completa.
Para mim é um local especial. Único. Com história. Com a minha história.
Aqui, há uns bons pares de anos, casei.

Beijo
Nina

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Xadrez




Xadrez.
Xadrez em tudo que é trapinho.
Calças, saias, blusas, vestidos... tudo em xadrez.
Nâo há marca que se preze que não inclua o xadrez na sua coleção.



Gosto.
Gosto muito porque me traz memórias da infância, quando, obrigatoriamente todas as meninas tinham pelo menos uma saia “kilt”, com o respectivo alfinete prendendo a abertura lateral.
Era quase uma farda, uma espécie de uniforme que se incrementava subindo a bainha, tendo então um mini kilt.




Hoje não me atreveria com tal modelo, mas, continuo sorrindo face ao xadrez. E aderindo, porque gosto muito.

Há alguns, poucos, anos, quando ainda não grassava esta febre,  comprei uma saia em godê ( será está a designação técnica correta?), quando este padrão não dominava ainda  tudo quanto é loja.
Vi-a na Sfera, gostei e comprei por preço módico.
Usei-a pouco e ficou pendurada no cabide mais que uma estação.
Quando chegava o momento das arrumações, de guardar e substituir o necessário, doava o que me parecia doável, mas a bela da saia de xadrez não. Sacudia, escovava,dobrava e seguia para a caixa esperando vez no próximo Inverno. Porque, como disse, os meus laços com o xadrez são fortes, inquebráveis.

Até que aconteceu.
Este ano voltou o xadrez.
Lindo! Lindo!



E voltei a vestir a saia.
Combinei com a camisola/ blusa bordeaux, botins da mesma cor é sai, alegre e faceira, senhora do meu estilo, que é fruto da minha experiência, que espelha retlhos da minha vida.




Em xadrez volto a ter 12 anos.
Faltam apenas as meias pelo joelho.
Faltam apenas os joelhos esmurrados.

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tricotando

Com esta permanência forçada em casa, tenho tricotado compulsivamente - enquanto assisto às minhas adoradas séries.
Tem corrido bastante bem, isto é, não tenho detetado erros, apesar do fio em preto,sempre mais propício a provocar desastres.
Se dou conta de alguma malha mal apanhada, desmancho e refaço, apenas essa e não a carreira toda (credo!) com a ajuda de uma agulha de tricô. Desde que aprendi esse truque, aplico-o com excelentes resultados.


De modo que, como ia dizendo, tricoto uma camisola/blusa preta, com manga raglan e toda lisa.
Camisolas/blusas em preto e em branco nunca são demais, porque combinam com tudo e quando, nunca daqueles dias desinspirados,  não se sabe o que vestir, sai um look black total, sem hipótese de errar.

Engraçado como se muda de opinião - não há muitos anos considerava o preto uma cor triste, uma cor de luto, uma cor de viúva e raramente o usava - muito menos em versão look total. Agora, é o que se vê. Gosto imenso, embora, às vezes quebre o rigor do preto absoluto com uma nota de cor, que pode aparecer nos sapatos, na mala/carteira ou numa echarpe ou cachecol.


A frente e as costas estão prontas, faltando apenas o remate da gola.
Deixei as malhas suspensas e só quando terminar e coser mangas, rematarei o decote.

Embora goste muito de golas altas, decidi que vou deixar decote junto à base do pescoço, tricotando separadamente uma gola que quero fofa e farfalhuda e que poderá ser usada com outras camisolas/blusas.
Esta é já a terceira vez que opto pela gola separada e, para meu gosto, resulta mesmo muito bem.

E pronto!
Vou-me à manga (estou quase a terminar a primeira) e voltar aos braços (salvo seja) do inspetor Morse.

Tenham uma feliz noite.

Beijo
Nina


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Gripe, camisola nova e séries inglesas


Assim tem sido a minha vida desde a última quinta-feira - uma gripe, muitas, muitas séries inglesas e uma camisola/blusa nova.

Adianto que a camisola/blusa funcionou também como remédio para a maldita virose que, além de me derrubar, com fortes dores de gargante e agora, muita tosse, me mexe no ânimo e me deixa desanimadíssima. Cansada, sem mexer uma palha, insone, que a tosse não deixa que o sono se instale, meio deprimida, não largo o sofá.
Tenho assistido a dezenas de episódios, todos policiais, todos ingleses, desde o Inspector Morse, a Midsomer Murder. Todos excelentes. Todos com um pano de fundo fantástico, porque, não há paisagem que se compare à do British Country. Tudo verde, tudo florido, tudo tão encantadoramente tradicional. Adoro.

Para ver tantas séries tenho mesmo que estar doente e permanecer inativa no sofá. Estou. Sinto-me doente, que estas viroses derrubam o mais animado.

Para arejar, sem pôr o nariz na rua, passei pelo Shopping, dei uma volta e encantei-me  ...

... com esta camisola/blusa

É quase um camisolão, por ser ampla, mas não tão volumosa que impeça vestir um casaco.

Raramente me tento, porque, com a minha própria produção, satisfaço as necessidades.

Mas, esta conquistou-me !

Gosto do fio que é fofo e macio (sem pelos irritantes) e gosto do padrão, deste losango gigante.
Em tempos tive uma camisola/blusa toda em losangos. Adorava-a. Era o meu "fatinho de marujo" que não parava de usar. Entretanto sumiu, ou porque se gastou e ficou imprópria para consumo ou porque me cansei dela e a dei para adoção. Não sei. Sei apenas que não resisti a este losango gigante que poderá muito bem servir-me de inspiração para um próximo projeto.
Esclareço que além de linda, a "bichinha" me fez muito bem ao ânimo e levantou a minha decrépita moral.

Vou voltar para o sofá que continua sendo o meu local preferido.
Tenham uma boa noite.

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Bolo de maçã e nozes ...

Acabei de tirar do forno o Bolo de Maçã e Nozes, cuja receita veio DAQUI, do blog Saberes com Sabores da Rosa Santos .
Vi a imagem e não resisti. Resolvi experimentar seguindo a receita:



Ingredientes  

6 maçãs aromáticas, mas que não sejam acidas
1 colher de sopa de canela
100g de açúcar
280g de farinha sem fermento
10g de fermento em pó (1 colher de sopa)
1 colher de café, de sal
340g de açúcar
150mlde óle
200ml de sumo de laranja
4 ovos
100g de nozes grosseiramente partidas

Prepararação

Ligue o forno a 180ºC
- Descasque as maçãs, corte em pedaços e misture 100g de açúcar a canela e as nozes, reserve.
- Misture a farinha peneirada com o fermento e o sal.
- Noutra taça misture o óleo com o açúcar e o sumo de laranja.
- Adicione esta mistura liquida à mistura da farinha e vão-se juntando os ovos um a um, adicionando o seguinte apenas quando o anterior estiver completamente dissolvido.
- Unte e polvilhe uma forma de buraco grande, deita-se dentro uma parte da massa, põe-se uma parte
da maçã por cima, deite a restante massa e as restantes maçãs por cima.
- Leva-se ao forno e espera-se ansiosamente durante cerca de 45 minutos, verifica-se se o bolo está cozido, e devora-se assim que se conseguir.

O aspeto é apetecível, com pedaços de maçã cozida que, como se de um molho se tratasse , se derrama sobre o bolo.


Está muito quente. Demasiado quente para poder provar. Mas não duvido que esteja ótimo.

Beijo
Nina

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Camisola/blusa mostarda


O mês de Novembro foi bastante produtivo em termos de tricô, uma vez que consegui terminar (com luvas ...) a camisola em amarelo mostarda, a tal cuja lã comprei online e que não foi grande compra, por vários motivos.
O primeiro foi que o fio - 100% lã - me pareceu áspero assim que lhe toquei.Tenho a certeza que nunca o teria comprado, se , ao vivo, na loja, lhe tocasse, porque, logo eu tão susceptível às alergias de pele, não correria o risco.

Depois, a própria cor não corresponde exatamente ao que imaginava.
Como se estes dois argumentos fossem sem importância - que não são - durante  o tricô, desenvolvi uma alergia nas mãos ... agora não tenho a certeza se foi provocada pelo cabo metálico das agulhas, se pela própria lã.

Enfim, tinha motivos fortes para deixar a obra "jogada às traças", mas persisti e a camisola/ blusa ficou pronta seguindo o método top/down, método de que cada vez gosto mais, dado que tricotando uma peça única, deixam de aparecer as sempre inestétivcas costuras.
Neste método, o que mais me custa são as mangas. Uso o sistema magic loop, mas - convenhamos - é chato, corta o ritmo e eterniza um trabalho que deveria ser rápido.
Bem sei que poderia (e deveria) tricotar com 4 agulhas (como se tricotam meias), mas, depois de experimentar, desaprovo o resultado, porque me aparecem por ali umas carreiras verticais 
(correspondentes à mudança de agulha) que não tolero.

Feita esta divagação, concluo:


Aperfeiçoei o método top/down, através da prática, da repetição.
Sou absolutamente apologista deste princípio - a prática (= TRABALHO) conduzem à perfeição.

Acho que ter sorte exige muito trabalho, isto é, acredito muito mais na transpiração do que na inspiração.

Sem grandes pormenores técnicos, a camisola/ blusa, resultou perfeitamente aceitável, isto é, se não perfeita, muito bem feita.
Repito que não tive a sorte de aprender a técnica na idade em que tudo se aprende, apenas porque o meu contexto não favoreceu a aprendizagem.
Porém, sempre tive uma imensa curiosidade, uma enorme vontade de aprender, de produzir, de criar.
Foi com trabalho, com resiliência, com a repetição do erro que consegui atingir um nível para mim gratificante.


Orgulho-me desta conquista, conseguida a pulso.

A camisola/blusa que "pica" vai ser usada, está a ser usada, porque, para grandes males, grandes remédios - um body macio junto à pele é o caminho para driblar a natureza agreste deste fio.
Resulta. Resulta perfeitamente.
E, mesmo a cor, não sendo exatamente aquela que idealizava, conjugada com castanhos ou animal print, torna-se aceitável, quase bonita.
Não rejeito a cria.
Pelo contrário, até criámos laços de afeto.

Beijo
Nina

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Molho de tomate

Também eu resolvi preparar o meu próprio molho de tomate - tal como fazem e divulgam algumas amigas aqui na net.

Em nome de uma alimentação mais saudável, é de evitar os alimentos processados que aparecem nas prateleiras dos supermercados.
 Na verdade, nunca fui de comprar "comida pré-preparada", mas, às vezes lá trazia uns molhos, uma maionese e outros produtos que me facilitavam a vida.
Agora, resolvi estar atenta e recusar esse tipo de oferta.

Para já, preparei 2 quilos de tomates, seguindo a receita da Bimby, mas nada impede que seja preparada pelo método tradicional.



INGREDIENTES

0 dose/s
  • 40 g azeite
  • 150 g cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1 cenoura pequena
  • 500 g tomate maduro c/ pele
  • 1 c. chá de sal
  • 1/2 c. chá de pimenta
  • 1 c. chá de orégãos
  • 32min
    Bimby® 32min
    Total
  • Fácil
    Bimby®
  • Appliance TM31 image
    Receita criada para
    TM31

ETAPA DE PREPARAÇÃO


    1. Coloque no copo o azeite, a cebola, os alhos, a cenoura e programe 5 seg/vel 5
    1. De seguida programe 5 Min/ Varoma/ Vel 2
    1. Adicione os restantes ingredientes e programe 20 min/100ºC /vel 2
    1. Se desejar triture 30 seg  e vá progressivamente até à vel 7.
    1. Guarde o molho no frigorífico até 1 semana ou no congelador até 3 meses em recipientes próprios.




É muito prático e muito rápido.

Usei tomates frescos que comprei em promoção ...

Fervi escrupulosamente os frascos ...

... durante 10 minutos.

Depois foi enchê-los e guardar o belo do molho para ser utilizado.

Aproveitar a promoção dos tomates é um otimo investimento, quer para confecionar o molho, quer compota, que resulta deliciosa.
Atenção, portanto, às promoções.

Beijo
Nina