terça-feira, 15 de outubro de 2019

Doce/compota de abóbora


Gosto de aproveitar tudo o que é da época e que a natureza oferece. Ora, neste momento,  as abóboras são o que mais da época se pode arranjar.
Na D. Fátima, na Apúlia - a minha fornecedora de hortaliças e ovos ( todos com duas gemas) - encontrei, há 15 dias a primeira abóbora. Era enorme, pesadíssima e dividi-a com uma amiga. Não sei qual a qualidade, mas amarelinha por dentro, foi descascada, cortada em pequenos cubos, congelada em porções e tem sido usada em sopas juntamente com uma enorme variedade de outros vegetais. Garanto que, quase sem recorrer à batata, se conseguem sopas fantásticas, devidamente apreciadas por nós que quase só com ela compomos o jantar - por isso, desde as férias, 4 quilos já lá vão.

No último fim de semana, a oferta da D. Fátima foi diferente. Tinha abóbora própria para doce, carnuda e cor de laranja intenso.





Depois de descascada, utilizei 2 quilos - o restante congelei - aos quais juntei 4 paus de canela, a casca de uma laranja e 1,5 quilo de açúcar.
Numa panela deixei que repousasse e criasse líquido.
Depois, foi levar ao lume e quando começou a ferver, reduzir para calor brando. Deixei que fervilhasse devagarinho. De vez em quando espreitava e dava-lhe uma volta com a colher de pau.
Quase me esqueci do preparado. Até que começou a cheirar muito bem.
Estava pronto.
Guardei em frascos esterilizados.
Esta manhã provei, com pãozinho, ao pequeno-almoço.
Está divina.

Portanto, feitas as contas, neste princípio de Outono preparei marmelada, compota de marmelo, doce de tomate e doce de abóbora.
Nada mau, portanto.

Marmelada


Doce de tomate - a tampinha foi presente de Liliane, do blog Paulamar
Compota de marmelo
A compota de marmelo fica lindamente como recheio de tortas. Aquecida, acompanha gelados e compõe uma sobremesa de truz. Com queijo, também. Resumindo é maravilhosa servida com o que quer que seja.

Como uma boa formiguinha tenho a despensa muito bem  fornecida e, o melhor de tudo, é que nada está preparado com corantes ou conservantes,já para não falar  no sabor, que é absolutamente único, impossível de encontrar na mais exclusiva loja gourmet.

Beijo
Nina


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Uma espécie de ponto inglês

Há tempos publiquei no INSTAGRAM uma túnica que vi numa loja do aeroporto, que me encantou. Esclareço que a loja era o Máximo Dutti, a quem puder interessar.
Estava calor e eu cansada, sem pachorra para compras. Limitei-me pois a fotografar.
A seguir, como já referi, publiquei, apelando às experts dicas para reproduzir  o modelo.
Depois foi só pôr as agulhas em ação.
Lã, já tinha de uma encomenda online não muito bem sucedida (aliás, não atino com compras online para lãs e afins).


A cor é bonita, mas o fio excessivamente fino não me convencia.

Agora utilizo-o dobrado e o efeito é este!

Não sei como se chama este ponto, mas sei como se tricota.


É assim:
- Número de malhas divisível por 3+ 2 malhas para ourela
- 1ª carreira:
1 malha de ourela * 2 malhas de meia, 1 malha de liga*, repetindo até ao final , concluindo com uma malha de ourela.
Depois, em todas as carreiras (direito e avesso), repete-se esta sequência.
Mais fácil, impossível.

Pretendo tricotar uma túnica (pela anca), sem mangas e com uma grande gola no decote.

Espero que resulte.
Se não for um sucesso, não será por culpa do ponto, que é lindo.

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Eu queria sair ...

Eu queria sair, queria muito.
Preciso muito de sair.
Mas ...

As obras exteriores invadiram-me

Um problema com a tubagem do ar condicionado, dizem.

E, de repente, o caos lá de fora entrou-me pela porta dentro.
Socorro!

Beijo
Nina



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Obras



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O edifício onde vivo encontra-se em obras. Exteriormente, é certo, mas, ainda assim implica fortemente com a minha rotina.
Rodeado por andaimes, é obrigatório manter janelas trancadas, cortinas corridas e mesmo as persianas se encontram parcialmente fechadas.
O prazo para concluir a obra encontra-se já ultrapassado e, mesmo agora, sabemos que acabará quando acabar.
O maior prejuízo cabe ao meu terraço que continua de pernas para o ar. Prefiro não ver, mas sei que me espera uma tarefa gigantesca e que muitas plantas se perderão.
Obras!
Imprescindíveis , mas detestáveis.
Cheguei a alimentar a ilusão que estariam concluídas durante as férias. Aliás, os responsáveis chegaram a prometer-me que assim seria. Infelizmente não se concretizou a promessa. Portanto não tenho outra opção que não seja aguentar.

Como se fosse pouco, o apartamento contíguo ao meu foi vendido e  o novo proprietário decidiu remodelá-lo. Quando digo "remodelar", quero dizer derrubar paredes, arrancar o revestimento da cozinha e casas de banho, furar o piso para permitir a instalação elétrica e condutas de água.
Não sei se estão a ver o cenário. É de fugir!
A obra começa às 8h00 da manhã e termina às 17, com intervalo de 1 hora para almoço. Portanto, trato de desaparecer durante esse período. O que nem sempre consigo.
Então, nem o telefone consigo atender tal é a barulheira.
O pó entra em nuvem por debaixo da porta e, por isso, aspiro várias vezes ao dia.
Como se fosse pouco, com a trepidação, o alarme dispara, ou envia para a central o aviso de "tentativa de sabotagem" o que implica ser contactada várias vezes para determinar se "está tudo bem".
Eu, que programara uma pequena remodelação para o mês de Novembro, neste momento, quase louca, vacilo.
Falei entretanto com os responsáveis que, piedosamente, me garantiram que o pior já está feito.

Será?

Beijo
Nina

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Uma espécie de casaco


Há muitos anos visitei o Chile. Estive no Deserto de Atacama e em Santiago do Chile, a capital.
A estadia e percurso no deserto foi uma experiência incrível - vi o que nunca havia imaginado ser possível existir, um mundo quase espacial, um mundo do outro mundo.

Na capital, Santiago do Chile, onde terminei a viagem, fiquei dois ou três dias, visitando o que de mais emblemático a cidade tem para oferecer (e é muito) , acabando por fazer uma ou outra compra.

Sou criteriosa e não compro por comprar. Apenas o que me enche de facto as medidas, me convence.
Recordo que comprei uma blusa estampada em seda, que continuo a usar, ano após ano e comprei esta espécie de casaco.


Muito original .
Trata-se, no fundo, de um retângulo com duas fendas onde foram inseridas as mangas.


Tricotado utilizando um fio fininho, trabalhado com agulhas muito grossas, adquire o aspecto de uma renda.


Semelhante a um xaile ou a uma echarpe, sem formas definidas, envolve o corpo e agasalha q,b.

Gosto do efeito, principalmente em dias como o de hoje em que amanheceu chovendo e, agora que a chuva parou, está quente.
As pontas dianteiras podem juntar-se num nó...

Sendo este o resultado.


Tinha-me esquecido completamente da sua existência e já não o vestia há um bom par de anos.
Hoje resgatei-o e fiquei com vontade de, a partir dele, tricotar o modelo noutras cores.


Em azul escuro, combinou com este conjunto branco ...


Imagino que em branco, preto ou camel resultará lindamente.
Acho que sim. Acho que será o próximo projeto.

Beijo
Nina


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Fui ao cinema



Não sei ao certo há quanto tempo não ia ao cinema. E eu gosto muito de cinema.
Então porque não ia?
Por preguiça de sair à noite, porque alguns canais da TV apresentam propostas sedutoras, porque o espaço cinema está cada vez menos apelativo ... refiro-me às pipocas e seu ruminar implícito, à grunhice de “gente que não sabe estar” e da qual não consigo abstrair-me.
Apesar de todos estes pesares, ontem fui ao cinema.
Porque está em cena o último filme de Pedro Almodovar. Dele sempre espero o melhor.
Por isso fui.



Cartaz do Filme

Dor e glória é como se chama.
Antes de começar, ainda durante a publicidade e a apresentação de novos filmes, receei o pior, porque, ao meu lado sentaram-se três "gralhas" com um balde de pipocas. Como boas gralhas que eram, falavam alto e pelos cotovelos.
Pensei:
- Vou mudar de lugar.

Entretanto o filme começou e, como por encanto, emudeceram. Nem um pio, nem um comentário. Ficaram, como eu, enredadas no enredo.
Genial enredo.
Soberba forma de construir e contar uma história.
Grande Almodovar!

António Banderas, o herói, coadjuvado por Penélope Cruz. Ambos Lindos. Ambos á altura.
Vale a pena contrariar a preguiça.
Mesmo.

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Liliane


Liliane ( que pode ser encontrada aqui) é muito atenciosa e, embora não nos conheçamos pessoalmente, somos muito próximas, somos amigas.
Sempre que tem portador, Liliane faz questão de me enviar carinhosamente uma prendinha.
 Como fez agora.
Só ontem à noite chegou às minhas mãos e escusado será dizer que, além de muito sensibilizada pelo gesto, gostei imenso.


Para deixar bem catita um frasquinho simples ...


... Liliane enviou-me este cobre tampas
... e ainda ...

Esta bolsinha ...

... ideal para guardar o que quer que seja , na mala de viagem, onde tudo se mistura e desorganiza. Com esta bolsinha acabou a desorganização.

Fiz questão de, publicamente, deixar o meu agradecimento a Liliane.
Ainda um dia nos vamos encontrar. Porque merecemos.
Hoje o meu beijo é dirigido exclusivamente a Liliane.

Nina