Desde muito cedo me interessei (teoricamente) pela culinária, com especial interesse pelas sobremesas. Por isso, lia e colecionava receitas, muitas receitas, que guardava religiosamente no "Meu caderno de Receitas".
Nessa altura, repito, era uma teórica, pura e dura. Mas uma teórica ambiciosa que planeava pôr em prática todos aqueles tesouros. Pus alguns. Poucos. Porque cedo conclui ser inútil diversificar só por diversificar, arriscando surpresas desagradáveis e frustrantes - tive algumas. Muitas.
Por isso, mulher feita, comecei apostando numa variedade restrita de propostas - aquelas que nunca falhavam e só de longe a longe, arriscando em experiências inovadoras.
Para acentuar esta minha tendência conservadora, entrou na equação um elemento decisivo chamado desarrumar a cozinha, com montanhas de louça e uma variedade de ingredientes que pesavam na minha escolha. É que deixar a cozinha virada do avesso acobarda-me, faz de mim uma medricas assustada. Por isso, na hora da escolha, a instauração da bagunça reprime-me sem salvação. Porque se , para fazer uma sobremesa, sou obrigada a enfrentar um mundo de louça, não faço a sobremesa. Ponto.
Portanto, impõe-se ser criteriosa no momento decisivo e valorizar o binómio custo/benefício - como proclamam os nossos gestores. Sei, mais ou menos, do que falam.
Então, pessoas, tenho meia dúzia de trunfos na manga que correspondem às minhas exigências.
Um deles chama-se Bolo de Iogurte, fantástico, maravilhoso, imprescindível para os lanches Invernosos.
A receita reza ASSIM