domingo, 16 de dezembro de 2018

Bolos, sobremesas, cozinhados ...


Desde muito cedo me interessei (teoricamente) pela culinária, com especial interesse pelas sobremesas. Por isso, lia e colecionava receitas, muitas receitas, que guardava religiosamente no "Meu caderno de Receitas".
Nessa altura, repito, era uma teórica, pura e dura. Mas uma teórica ambiciosa que planeava pôr em prática todos aqueles tesouros. Pus alguns. Poucos. Porque cedo conclui ser inútil diversificar só por diversificar, arriscando surpresas desagradáveis e frustrantes - tive algumas. Muitas.
Por isso, mulher feita, comecei apostando numa variedade restrita de propostas - aquelas que nunca falhavam e só de longe a longe, arriscando em experiências inovadoras.
Para acentuar esta minha tendência conservadora, entrou na equação um elemento decisivo chamado desarrumar a cozinha, com montanhas de louça e uma variedade de ingredientes que pesavam na minha escolha. É que deixar a cozinha virada do avesso acobarda-me, faz de mim uma medricas assustada. Por isso, na hora da escolha, a instauração da bagunça reprime-me sem salvação. Porque se , para fazer uma sobremesa, sou obrigada a enfrentar um mundo de louça, não faço a sobremesa. Ponto.

Portanto, impõe-se ser criteriosa no momento decisivo e valorizar o binómio custo/benefício - como proclamam os nossos gestores. Sei, mais ou menos, do que falam.

Então, pessoas, tenho meia dúzia de trunfos na manga que correspondem às minhas exigências.
Um deles chama-se Bolo de Iogurte, fantástico, maravilhoso, imprescindível para os lanches Invernosos.


Ontem, chegando a casa a meio de uma tarde tenebrosa de chuva, vento e frio, senti o impulso irresistível de tomar chá e comer bolo.
Sem demora, recorri à receita da Bimby que, se executada na maquineta demora menos que nada.
Sem qualquer problema pode ser preparado da forma tradicional.

A receita reza ASSIM




Ingredientes

Instruções

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com óleo uma forma de coroa (Ø 22-24 cm aprox.)
  2. Coloque no copo a casca de limão e o açúcar e pulverize 10 seg/vel 10. Baixe com a ajuda da espátula o que ficou na parede do copo.
  3. Adicione os ovos e bata 30 seg/vel 3.
  4. Adicione a farinha, iogurte, o óleo e o sal e bata 1 min/vel 5.
  5. Adicione o fermento e misture 15 seg/vel 5. Deite na forma e leve ao forno a 180ºC cerca de 30 minutos. Deixe o bolo arrefecer na forma cerca de 10 minutos antes de desenformar. Sirva polvilhado com açúcar em pó.

Notas

Pode usar iogurte com diferentes aromas (ex.: café, baunilha, frutos silvestres).


No caso, acrescentei uma mão cheia de passas, mas as variações não têm limite - conservando a receita base, podemos acrescentar fatias de maçã e temos bolo da dita; ou dividir a massa em duas partes, acrescentando a uma delas chocolate em pó - e nasce um Bolo Mármore; ou nozes, ou amêndoas, ou ... o que muito bem calhar

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Sucesso!

Consegui cumprir  três objetivos - dois na Baixa e um na FNAC (de novo ...).
Agora pausa para café, para me animar e enfrentar o trânsito.
Esclareço:
-Nada contra o Natal. Nada. Nem nostalgias, porque aceito sem complicações emotivas que todos um dia partimos e que outros chegam. Pacífico.
- Por outro lado, agrada-me o ritual do encontro, dos jantares, dos almoços copiosos, dos reencontros.
- O que realmente me constrange, me abala, é o excesso, a loucura consumista. Acho triste, deprimente.
Ainda ontem a minha cabeleireira confessava que tinha 40 prendas para comprar.
40?
Serão necessariamente 40 bugigangas imprestáveis. Que lhe custarão o baixo rendimento de que dispõe.
Está certo?
Acho que não!
Mas a máquina está montada. Escraviza.
Não a mim.
A mim só me complica a mobilidade.
A mim que apenas quero um Natal de encontros e reencontros.

Beijo
Nina

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O meu dia

Neste momento, perfeitamente esbodegada, cheguei a casa e atirei-me para o sofá, tendo - como nos filmes ... - descalçado os malditos sapatos que me atormentam, embora, sem salto, aparentem conforto.
Estoirada, é como me sinto!
E não se pense que produzi, que trabalhei, que dei o litro ...
Nada disso. Posso até garantir que não fiz nadica de nada.
Foi assim:
De manhã, às 10 horas, quando o Shopping abriu, dirigi-me à FNAC para despachar as prendas para os miúdos, os únicos que as recebem. Escolhi rápido e dirigi-me à caixa onde encontrei uma fila monstruosa formada por todos os que, como eu, acharam que na abertura da loja não havia fila. Havia. Esperei que me fartei.
Depois, um café e a derradeira compra, uma caixa de chocolates na Arcádia (exceção a prenda para adulto).
Almoço em casa com toda a dinâmica que exige, incluindo arrumar a cozinha.
Nova saída desta vez para o supermercado.
Fui e desisti por falta de lugar para estacionar - tentarei amanhã bem cedo.
Pausa no cabeleireiro, pouco mais de meia hora para lavar e secar o cabelo.
Regresso a casa. Fila compacta. Arranca e pára. O que demora 10 minutos, levou 45.
Finalmente em casa.
Embrulhei todos os presentes. Aproveitei para destrancar a gaveta dos papéis - metade seguiu para o lixo.
Estendi, de seguida, uma máquina de roupa.
Aproveitei e tirei a louça da máquina.
Tinha fome.
Comi 2 fatias de bolo de iogurte.
Um sucesso!
Um dia em cheio.

Vou ver um filme.
Não me falem em jantar.
Hoje não faço mais nada.
Já fiz!

Beijo
Nina


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Miramar

Miramar é uma localidade situada no litoral de Vª Nª de Gaia, que há muito não visitava, embora fique pertíssimo do Porto - basta atravessar a Ponte da Arrábida, seguir pela A1 e rapidamente se encontra a A29 que conduz a Miramar. Rapidamente.

Menos rapidamente, mas com um percurso incomparavelmente mais bonito é seguir sempre pelo litoral, junto ao mar.
Para isso basta, saindo da Ponte da Arrábida sair em direção a Canidelo, Praias e pronto, dá-se de caras com aquele mar imenso, quase sempre bravio, sempre perigoso, mas também sempre de uma beleza espetacular.


A nortada cortante presente. Porque, nas praias do norte ou está nevoeiro ou há nortada. Raramente, muito raramente temos dias amenos. Às vezes basta andar umas centenas de metros para o interior para desaparecer o vento ou/e o nevoeiro.
Habituei-me a esta praia. Cresci nesta praia.
Quando comecei a rumar ao Algarve encantei-me com o calor sem vento, mas sinto frequentemente saudades do cheiro, um cheiro fresco e forte a mar ... dizem que são praias com iodo. Não sei. Habituei-me a ouvir sem questionar.


Já em Miramar, uns passos no passadiço.
Na areia, enfrentando o vento gelado, alguns corajosos.

Cruzando o areal, dirigiam-se para a Capela do Senhor da Pedra ...



... um local mágico onde se mistura o divino com o profano.
Durante o dia pratica-se culto católico.
Na escuridão da noite, bruxarias, sortilégios, macumba - dizem que pela manhã se encontram vestígios de  negras atividades.

É uma capelinha construída de costas para o mar e AQUI a informação mais completa.
Para mim é um local especial. Único. Com história. Com a minha história.
Aqui, há uns bons pares de anos, casei.

Beijo
Nina

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Xadrez




Xadrez.
Xadrez em tudo que é trapinho.
Calças, saias, blusas, vestidos... tudo em xadrez.
Nâo há marca que se preze que não inclua o xadrez na sua coleção.



Gosto.
Gosto muito porque me traz memórias da infância, quando, obrigatoriamente todas as meninas tinham pelo menos uma saia “kilt”, com o respectivo alfinete prendendo a abertura lateral.
Era quase uma farda, uma espécie de uniforme que se incrementava subindo a bainha, tendo então um mini kilt.




Hoje não me atreveria com tal modelo, mas, continuo sorrindo face ao xadrez. E aderindo, porque gosto muito.

Há alguns, poucos, anos, quando ainda não grassava esta febre,  comprei uma saia em godê ( será está a designação técnica correta?), quando este padrão não dominava ainda  tudo quanto é loja.
Vi-a na Sfera, gostei e comprei por preço módico.
Usei-a pouco e ficou pendurada no cabide mais que uma estação.
Quando chegava o momento das arrumações, de guardar e substituir o necessário, doava o que me parecia doável, mas a bela da saia de xadrez não. Sacudia, escovava,dobrava e seguia para a caixa esperando vez no próximo Inverno. Porque, como disse, os meus laços com o xadrez são fortes, inquebráveis.

Até que aconteceu.
Este ano voltou o xadrez.
Lindo! Lindo!



E voltei a vestir a saia.
Combinei com a camisola/ blusa bordeaux, botins da mesma cor é sai, alegre e faceira, senhora do meu estilo, que é fruto da minha experiência, que espelha retlhos da minha vida.




Em xadrez volto a ter 12 anos.
Faltam apenas as meias pelo joelho.
Faltam apenas os joelhos esmurrados.

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tricotando

Com esta permanência forçada em casa, tenho tricotado compulsivamente - enquanto assisto às minhas adoradas séries.
Tem corrido bastante bem, isto é, não tenho detetado erros, apesar do fio em preto,sempre mais propício a provocar desastres.
Se dou conta de alguma malha mal apanhada, desmancho e refaço, apenas essa e não a carreira toda (credo!) com a ajuda de uma agulha de tricô. Desde que aprendi esse truque, aplico-o com excelentes resultados.


De modo que, como ia dizendo, tricoto uma camisola/blusa preta, com manga raglan e toda lisa.
Camisolas/blusas em preto e em branco nunca são demais, porque combinam com tudo e quando, nunca daqueles dias desinspirados,  não se sabe o que vestir, sai um look black total, sem hipótese de errar.

Engraçado como se muda de opinião - não há muitos anos considerava o preto uma cor triste, uma cor de luto, uma cor de viúva e raramente o usava - muito menos em versão look total. Agora, é o que se vê. Gosto imenso, embora, às vezes quebre o rigor do preto absoluto com uma nota de cor, que pode aparecer nos sapatos, na mala/carteira ou numa echarpe ou cachecol.


A frente e as costas estão prontas, faltando apenas o remate da gola.
Deixei as malhas suspensas e só quando terminar e coser mangas, rematarei o decote.

Embora goste muito de golas altas, decidi que vou deixar decote junto à base do pescoço, tricotando separadamente uma gola que quero fofa e farfalhuda e que poderá ser usada com outras camisolas/blusas.
Esta é já a terceira vez que opto pela gola separada e, para meu gosto, resulta mesmo muito bem.

E pronto!
Vou-me à manga (estou quase a terminar a primeira) e voltar aos braços (salvo seja) do inspetor Morse.

Tenham uma feliz noite.

Beijo
Nina


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Gripe, camisola nova e séries inglesas


Assim tem sido a minha vida desde a última quinta-feira - uma gripe, muitas, muitas séries inglesas e uma camisola/blusa nova.

Adianto que a camisola/blusa funcionou também como remédio para a maldita virose que, além de me derrubar, com fortes dores de gargante e agora, muita tosse, me mexe no ânimo e me deixa desanimadíssima. Cansada, sem mexer uma palha, insone, que a tosse não deixa que o sono se instale, meio deprimida, não largo o sofá.
Tenho assistido a dezenas de episódios, todos policiais, todos ingleses, desde o Inspector Morse, a Midsomer Murder. Todos excelentes. Todos com um pano de fundo fantástico, porque, não há paisagem que se compare à do British Country. Tudo verde, tudo florido, tudo tão encantadoramente tradicional. Adoro.

Para ver tantas séries tenho mesmo que estar doente e permanecer inativa no sofá. Estou. Sinto-me doente, que estas viroses derrubam o mais animado.

Para arejar, sem pôr o nariz na rua, passei pelo Shopping, dei uma volta e encantei-me  ...

... com esta camisola/blusa

É quase um camisolão, por ser ampla, mas não tão volumosa que impeça vestir um casaco.

Raramente me tento, porque, com a minha própria produção, satisfaço as necessidades.

Mas, esta conquistou-me !

Gosto do fio que é fofo e macio (sem pelos irritantes) e gosto do padrão, deste losango gigante.
Em tempos tive uma camisola/blusa toda em losangos. Adorava-a. Era o meu "fatinho de marujo" que não parava de usar. Entretanto sumiu, ou porque se gastou e ficou imprópria para consumo ou porque me cansei dela e a dei para adoção. Não sei. Sei apenas que não resisti a este losango gigante que poderá muito bem servir-me de inspiração para um próximo projeto.
Esclareço que além de linda, a "bichinha" me fez muito bem ao ânimo e levantou a minha decrépita moral.

Vou voltar para o sofá que continua sendo o meu local preferido.
Tenham uma boa noite.

Beijo
Nina